A avaliação da Capes é baseada em três grandes quesitos: o Programa em si, a Formação e a Produção Intelectual, e o Impacto na Sociedade. Esses critérios analisam desde a estrutura e organização dos cursos até a qualidade das pesquisas, as publicações, a formação de mestres e doutores e a inserção social das atividades desenvolvidas.

Com a divulgação dos resultados, o novo cenário da UFPA mostra que 15 programas estão com nota 3, um salto quando comparado à avaliação anterior que registrava 28 programas com a nota que é a mínima necessária para habilitação do programa; 30 ficaram com nota 4; outros 30 alcançaram nota 5; dez ficaram com nota 6; e quatro obtiveram a nota máxima, 7. Para o reitor da UFPA, o resultado marca um momento histórico. “Este desempenho é fruto de um trabalho coletivo e contínuo. Ele mostra que a UFPA tem conseguido crescer com qualidade, mesmo diante dos desafios regionais, e cumprir seu papel de produzir ciência relevante para a Amazônia e para o Brasil”, afirmou.
Dois novos programas alcançaram a nota máxima da Capes: o Programa de Pós-Graduação em Ecologia (PPGECO) e o Programa de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular (PPGBM), ambos do Instituto de Ciências Biológicas (ICB). Eles se juntam ao Programa de Pós-Graduação em Geologia e Geoquímica (PPGG), do Instituto de Geociências (IG), e ao Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido (PPGDSTU), do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA), que já tinham nota 7, formando agora o grupo de quatro programas da UFPA reconhecidos com o mais alto conceito nacional. Com 10 programas nota 6, e quatro 7, a UFPA atinge um novo patamar de excelência e inserção internacional.
Para o diretor de Pós Graduação, Marcelo Vallinoto, este resultado projeta a Universidade no cenário internacional. “Ter programas com nota 7 significa que a produção científica da UFPA está em diálogo direto com os grandes centros de pesquisa do mundo, especialmente em áreas estratégicas para a Amazônia”, destacou.

Segundo a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Iracilda Sampaio, o avanço reflete a maturidade da pós-graduação da Instituição. “Estas notas refletem o esforço permanente de qualificação dos programas, de internacionalização, de fortalecimento da pesquisa e de compromisso com a formação de alto nível”, afirmou.
Como universidade multicampi, a UFPA também comemora resultados expressivos no interior do estado. Em Tucuruí, dois programas subiram de nota 3 para 4. Em Bragança, Cametá, Abaetetuba, Ananindeua e Altamira, um programa em cada município também avançou de nota 3 para 4. Com esse desempenho, a universidade poderá criar sete novos cursos de doutorado no interior do estado, ampliando o acesso à formação de alto nível fora da capital.
Além disso, pela primeira vez na história, campi fora de Belém registraram programas de pós-graduação com nota 5 na avaliação da Capes, como é o caso de Castanhal, com o Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal, e de Bragança, com o Programa de Pós-Graduação em Biologia Ambiental e o Programa de Pós-Graduação em Linguagens e Saberes da Amazônia.

“A interiorização da pós-graduação é uma estratégia fundamental para o desenvolvimento regional. Estes resultados mostram que estamos conseguindo levar ciência de qualidade para diferentes territórios do Pará”, afirmou o reitor Gilmar Pereira da Silva. Para ele, os números traduzem mais do que crescimento acadêmico. “Cada programa que melhora sua nota significa mais pesquisa, mais formação qualificada e mais soluções para os problemas da nossa região. Esse resultado pertence a toda a comunidade universitária e mostra a força da UFPA como universidade pública comprometida com a sociedade”, concluiu.

